De Princesinha a Mulher!


Passei grande parte da minha vida sendo tratada como uma “princesinha”. Não porque meu pai ou minha mãe quisessem me colocar nesse lugar… mas porque, de alguma forma, muitos dos relacionamentos que atravessei insistiram em me enxergar assim. No início, parecia carinho. Um cuidado exagerado, uma atenção que massageava o ego. E eu, sem nunca ter pedido por isso, confesso: gostei de estar ali. Gostei da sensação de ser protegida, desejada, colocada num pedestal.

Mas todo pedestal cobra um preço.

O que no começo se parecia com afeto, no fim virava caos. Quando alguém te coloca num lugar idealizado, basta o primeiro gesto humano  um erro, um limite, um incômodo para tudo desmoronar. E eu desmoronei junto algumas vezes. Não porque eu era frágil, mas porque eu ainda acreditava que precisava corresponder à imagem criada por outros.

Hoje, não quero mais esse papel.

Quero ser mulher.
Quero ser mãe presente, mas também inteira.
Quero ser independente financeiramente, dona das minhas escolhas e dos meus passos.
Quero ser eu mesma, sem o palpite constante, sem pedir permissão, sem precisar implorar por migalhas de atenção, carinho ou respeito.

Não quero mais o lugar da princesinha que é cuidada  quero o lugar da mulher que se cuida. Que se assume. Que se olha no espelho e reconhece a força que sempre teve, mesmo quando estava escondida atrás de expectativas alheias.

Hoje, escolho não viver de sobras emocionais.
Hoje, escolho ser suficiente para mim.
Hoje, escolho ocupar o meu lugar não o que criaram para mim.

Porque ser mulher, de verdade, é infinitamente mais bonito, mais honesto e mais livre do que qualquer pedestal já oferecido.

Psicóloga Elaine Patrício 

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